Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

EDUCAÇÃO: NOSSA UTOPIA

A educação é um grande nó do Brasil. O país conseguiu praticamente universalizar o ensino da educação básica, mas falta qualidade. Esse é o grande desafio. Uma medida muito simples e barata é a valorização e aperfeiçoamento do professor e do gestor.

Para ser bem prático, os governos, tanto municipal, quanto estadual ou federal poderiam incluir um programa constante de 4 horas/aulas de pesquisa ou aperfeiçoamento profissional, com duração de seis meses.

O professor ou gestor poderia optar se quer ou não fazer a pesquisa ou aperfeiçoamento no semestre. Em caso afirmativo, ele receberia acréscimo de 4 horas/aulas semanais para desenvolver diversas modalidades de pesquisa, através de um simples plano de estudo. Por exemplo: estudar durante seis meses questões didático-pedagógicas, questões didático-psicológicas, temas ligados à disciplina etc. Outra alternativa seria participar de cursos de aperfeiçoamento oferecidos regionalmente pelo estado. Cursos poderiam, por exemplo, ser ministrados por professores ou gestores que se destacam dentro dos próprios quadros do ensino. Ele seria reconhecido pelo seu trabalho, seria remunerado e compartilharia sua experiência.

Com certeza isso não resolve o problema da escola pública, mas ajudaria bastante professores interessados em aperfeiçoar o seu trabalho. Outras medidas também parecem fundamentais como facilitar o acesso à tecnologia da informação e orientação psico-pedagógica para alunos problemáticos, principalmente nesse período de violência escolar que vivemos.

Mas isso parece muito simples e fácil de realizar. Quem poderia nos ajudar a criar obstáculos para nossas simples utopias?

8 Respostas para EDUCAÇÃO: NOSSA UTOPIA

  1. Andrea Barreto M. da Poça 23 maio, 2008 às 6:37 pm

    Olá, Glauco! Sou Professora de Ciências da Rede Municipal do Rio de Janeiro e concordo com você. Realmente, esse aperfeiçoamento ajudaria. Aqui , no Rio de Janeiro, a gente tem 4 horas /aula por semana para Centros de Estdos. O Problema é que não temos o que fazer, a Secretaria de Educação não manda material, a Direção da Escola nào tem tempo ou nem sabe o que fazer.,. Conclusão: nada fazemos, nada estudamos e nada trocamos. Com essa idéia de troca de experiências ( já tentada e com ótimos resultados aqui. Pena que acabou!) estaríamos ganhando e a Educação também. E, ainda, separaríamos os bons profissionais, dos péssimos. Pois quem não fizesse ficaria devassado e não teria como se desenvolver. Parabéns !

  2. Margarete Joaquina da Rosa 16 outubro, 2008 às 4:44 pm

    Considerando que estamos no século XXI, nada mais do que justo que o professor seje respeitado pela sociedade brasileira. Com a Lei 11.738 (07/08) abre-se uma expectativa no quadro do magistério.

    Há de se convir que vivemos em um país capitalista onde os valores materias se sobresaem em ralação a outros.

    Considerando as dificuldades enfrentadas pelo professor que, além de receber uma remuneração aquém das expectativas, não dispões de material didático de qualidade, vive competindo com a tecnologia das ruas (lan house, vidio games entre outros) oferecidos em qualquer esquina, o professor “coitado” continua com o quadro e giz para entreter e despertar o interesse de seus alunos.

    Creio que para alcançarmos uma educação de qualidade, tem que haver incentivos tanto financeiro, quanto o ambiente de trabalho, e implementação da tecnologia, alem da formação contiuada…

    abraços !! Parabéns o caminho é este…

    • Elias Marques da Silva 24 julho, 2010 às 10:49 pm

      O Governo do Estado de São Paulo reduziu o limite para pagamento do Vale Transporte para R$ 180,00

      Este limite vai reduzir de R$ 55,40 a 33,00 o limite do Vale Trasporte dependendo do mês

      É triste como a Secretaria de Educação trata o professor da Escola Pública.


      Elias Marques da Silva

      • Elias Marques da Silva 27 julho, 2010 às 9:16 pm

        Devido a um Erro no sistema do Governo do Estado de São Paulo 170 mil Professores não estão recebendo Vale Alimentação.

        Todos os Professores efetivos que mudaram da tabela II para a II estão nesta situação,

        Professor Sofre !!!!!

  3. rosane Augusta Oliveira de Souza 27 maio, 2010 às 1:31 pm

    Olá Glauco,

    Sou professora de Química da rede pública estadual de Minas Gerais. Penso que o governo insiste na política de manter as massas dominadas e por isso não adota as soluções óbvias. Professores sobrecarregados, cansados e insatisfeitos é o veneno da educação de qualidade.
    Assim somos o bode expiatório da formação do analfabeto funcional, desejo desse sistema burguês que não tem criatividade para apresentar soluções que respeitem os direitos humanos (de alunos e professores). Na verdade eles não tem coragem para “largar o osso”. O que eles temem? Que seus filhos não sejam competentes o bastante para entrar no mercado de trabalho onde a MAIORIA saia com formação de qualidade dos bancos da escola? Outra verdade é que políticas de melhor distribuição de renda são abominadas por essa classe média hipócrita a exercitar seu voluntariado quando não é mais possível esconder a desgraça daqueles que deixou ao léu. A solução é muito simples: pague bem e teremos uma corrida de talentos pra os cursos de licenciatura (tão abandonados que o governo precisa oferecer de graça!). Pague bem e os próprios professores saberão o que fazer para se manterem atualizados e bancarão suas atualizações e formação continuada. Essa competitividade é Honesta e Salutar. Por que o governo não faz isso? Porque pessoas mais qualificadas exigirão melhores salários que implicará em mudanças na distribuição de renda. Então o governo fica “tapando buraco”, oferecendo cursos e as pessoas evadindo para outras áreas num círculo vicioso.

    • Graça Aguiar 29 julho, 2010 às 8:17 pm

      Cara Rosana

      Concordo com você que esse descaso e o baixo salário para com o magistério é intencional, afinal é mais fácil se eleger distribuindo esmolas do que fazendo uma boa gestão.
      Quanto a atração de talentos para o magistério é um discurso com o qual devemos ter cuidado, pois é utilizado por esses senhores e seus arautos para desmoralizar a categoria e usá-la como bode expiátorio para desviar atenção da sociedade da sua incompetência administrativa.
      É verdade que em breve, se nada for feito, teremos um apagão em matéria de profissionais de educação, já a muito tempo o nível dos concursos é bastante elevado e só entra realmente os profissionais talentos. De talentos o magistério está cheio, caso contrário a educação pública já teria falido. Vocação, talento e coragem são requisitos básicos para ser um professor na rede pública brasileira, os fracos, mediocres e desqualificados além de não passarem nos concursos não aguentam uma semana nesse paredão que é uma sala de aula.

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