Educação Política

mídia, economia e cultura – por Glauco Cortez

A TERCEIRA MARGEM DO CORAÇÃO SELVAGEM – PENSANDO CLARICE LISPECTOR E GUIMARÃES ROSA

Por Maura Voltarelli

A professora doutora da Universidade de São Paulo na área de literatura brasileira, Yudith Rosenbaum, falou ao blog Educação Política e as trilhas de seu pensamento nos conduzem a alguns dos principais temas que fazem parte da obra de dois importantes nomes das letras nacionais: Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Yudith reflete, principalmente, sobre o tipo de sujeito que pulsa nos escritos rosianos e claricianos, mostra os pontos de contato e as divergências entre os dois e revela que, tanto em Guimarães quanto em Clarice, a literatura vive de forma elevada, seja nas bordas do selvagem coração da vida seja como por encantamento.

Yudith: as vozes de Clarice e Guimarães

Clarice e Guimarães já fazem parte do imaginário das letras nacionais. Não há como falar em literatura e não pensar nas desconstruções claricianas, na sua viagem entre o eu e o outro, na sua busca pela coisa, pela essência anterior ao ser, pela lama negra, pela massa branca da barata, pela placenta, pela gema do ovo. Clarice inverte nosso mundo e nossos valores, inaugura um estilo único de escrever em que a linguagem reconhece os limites da própria linguagem, em que o texto se espanta consigo mesmo. Não se sai ileso de Clarice. Ela desestrutura todas as vãs certezas do ser. Sua obra é como um nascimento, cheio de grito, choro e silêncio.

Guimarães Rosa, por sua vez, pode ser considerado um dos maiores escritores da literatura brasileira, sem dúvida alguma. O intelectual poliglota, diplomata, que fez borrar todas as fronteiras entre o homem erudito e o homem popular, que saía na vaquejada junto com os vaqueiros com um caderno de anotações pendurado no pescoço, soube ver de cima a vida humana. Seu olhar disciplinado abriu-se à voz popular e ela falou em sua prosa poética, com uma liberdade que poucas vezes se vê na literatura.

Guimarães, assim como Clarice, diluiu muitas outras fronteiras, mostrou que a natureza humana é anterior a qualquer tipo de moralismo, instituição, justiça ou classe social; e explorou como ninguém o pensamento de que “há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. Em Guimarães, há o canto do encantamento e da desrazão, o gosto da oralidade, do popular, o místico e a dimensão espiritual da existência. Há uma homenagem ao homem, à loucura, à vida. Sem medo, Guimarães anda nas bordas da terceira margem do rio e nos convida a uma organização única da nossa experiência.

Yudith possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1981), mestrado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (1990) e doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (1997). Atua na interface da Literatura com a Psicanálise, especializando-se em autores do século XX, como Manuel Bandeira, Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Publicou: Manuel Bandeira: Uma Poesia da Ausência, Metamorfoses do Mal: Uma Leitura de Clarice Lispector, Clarice Lispector e O Livro do Psicólogo.

Da filosofia do sujeito à psicanálise freudiana – descentramentos do ser

Yudith Rosenbaum: Tanto Clarice como Guimarães têm em suas obras personagens que representam um sujeito oblíquo, descentrado, desviante, que está fora, à margem, à deriva, ou não se encaixa no movimento hegemônico da sociedade moderna. A filosofia do sujeito do século XVII pregava, por exemplo, que haveria uma soberania da razão como centro da personalidade humana. Temos a famosa frase de Descartes “penso, logo existo”, ou seja, a personalidade humana não oferecia mistérios, ela estava totalmente identificada com o pensamento, confiando plenamente na autonomia racional do sujeito, como diz o psicanalista Joel Birman. No entanto, segundo Freud no ensaio “Uma dificuldade no caminho da psicanálise”, de 1917, a humanidade vai sofrer o que ele chama de três feridas narcísicas que representam justamente os momentos de corte, de descentramento do sujeito. São elas: cósmica (terra e o homem não são mais o centro do universo), evolutiva (Darwin – nós somos descendentes dos macacos e não criaturas superiores criadas por Deus) e a descoberta do inconsciente pela psicanálise. Freud ao falar sobre o inconsciente rompe definitivamente com a filosofia do sujeito. O pensamento psicanalítico questiona a autonomia do sujeito, pois o sujeito está agora a mercê de forças que ele não controla, anteriores ao pensamento racional, agora, o sujeito passa a conviver com esse estranho hóspede: o inconsciente.

Freud: o inconsciente nos governa

Posteriormente, com a descoberta de que o ego está sujeito às influências da pulsão, o sujeito é visto como vítima do desamparo, da incerteza e da insegurança. Não há mais um centro racional que controla a personalidade, os instintos nos governam, seu grito é mais estridente do que o grito da razão. É justamente esse sujeito freudiano imerso em um estranhamento de si mesmo, descentrado, que vai aparecer na obra clariciana principalmente. Em Clarice temos crianças, empregadas domésticas, mendigos, cegos, figuras que geram um desconforto da ordem do unheimliche (estranho) freudiano, o estranho intimo, o outro. Aliás, o estranho, o estrangeiro, o outro, é bastante frequente na obra de Clarice e Guimarães, Clarice principalmente nos expõe de forma pungente ao olhar do estrangeiro que nos é ao mesmo tempo familiar. Diante desse olhar, o sujeito vive uma alienação na busca de si mesmo e um posterior reencontro que pode acontecer ou não.

Já no caso de Guimarães Rosa, essas figuras fora de centro também aparecem: o louco é um dos personagens rosianos constantes. Guimarães transita muito bem entre os limites da razão e da desrazão (movimento em que se perdem algumas referências da realidade, mas ainda se está conectado a ela, movimento de entrega a forças desconhecidas, ao acaso, ao indelimitado, um trânsito entre fronteiras, a ida que contém a volta, ao passo que na loucura o sujeito se vê dominado pela “experiência do fora” – na visão de Blanchot e Foucault, aprisionado pelo que não se rende ao mundo instituído). Mas, diferentemente de Clarice, Guimarães não busca a explicação das coisas. Clarice é procura, pergunta, inquietação. Guimarães está atrás de formas inusitadas de lidar com o mistério da existência que vão desde o trabalho que ele faz com a linguagem até a construção de seus personagens. Há algo em Guimarães da ordem do encantamento.

A coisa clariciana

Yudith: Clarice vivia um grande dilema em relação a essa busca pela “coisa” em função da existência da própria linguagem. A sua mediação para chegar à coisa era a linguagem e, no entanto, a linguagem, no momento em que era dita, já fazia perder a sua essência. Quando Schiller diz “quando a alma fala já não fala a alma” ele quer dizer justamente que a esfera da escrita, da representação já se coloca entre o que a palavra e o real, revelando o intervalo instransponível entre signo e coisa. É por isso que o grande tema da obra clariciana é justamente a escrita. Ela constantemente aborda as limitações da palavra, os desafios de narrar, as impossibilidades e limites do ato de contar histórias, pois escrever reduziria a paixão à razão.

A saída encontrada por Clarice era então escrever com um estilo único, jamais visto em nenhum outro nome das letras brasileiras. A palavra no seu sentido dicionarizável não lhe bastava, então ela aproximava adjetivos contraditórios, criando expressões como “felicidade insuportável”, um “ardor de burra”, “alegria difícil”; invertia a sintaxe das frases, alterava a sua semântica, interrompia o pensamento, espantava-se com o que percebia no mundo, sempre além da capacidade representacional das palavras. Quando ela tenta escrever como os demais, construir um enredo convencional, eis que a primeira frase já denuncia tal impossibilidade: “Era uma vez um pássaro. Meu Deus!”. Clarice narrava situações fortes, pungentes, escancaradas em toda sua beleza, absurdo, crueldade, loucura. Sua escrita abusava dos silêncios porque o que ela almejava não tinha nome, era indizível. Assim, o silêncio era a potencialidade de tudo, a melhor forma de traduzir a coisa que não se vê.

Aspirar o mundo como aspirador de pó – A menor mulher do mundo

Yudith: Grande parte das narrativas claricianas apresenta inicialmente situações prosaicas, falsamente estáveis do nosso contidiano para surpreendê-lo em sua fragilidade. O mundo doméstico é totalmente desconstruído por Clarice, assim como nossas certezas, preconceitos, ilusões. Por isso para alguns é tão difícil ler Clarice. Ela disseca o sentimento da náusea, essa forma emocional violenta da angústia, como diz o crítico literário Benedito Nunes. Ela nos remete ao sublime de Kant, figura que contém tanto o belo, o lírico, como o grotesco, o terrível, figura de atração e repulsa. Isso se verifica claramente em “A menor mulher do mundo”.

Neste conto, há uma inegável atração pelas formas estranhas da vida e um encontro de alteridades contrastantes. Um pesquisador descobre no meio da floresta aquilo que seria a menor mulher do mundo, uma pigmeia grávida. Diante dessa estranha criatura, o explorador francês vai buscando familiarizar-se com sua insólita descoberta, na ânsia de analisá-la, pesquisá-la. No entanto, ao longo da narrativa, Clarice inverte todos os papéis. Ele que era superior, racional, detentor do domínio da situação, aos poucos, vai tornando-se pequeno diante da resistência imposta pela pigmeia.
Ela impõe uma humanidade singular, enquanto ele tenta formatá-la, rotulá-la, classificá-la. Ela, no seio da floresta, ele, da civilização, ela, mulher, ele, homem, o colonizado e o colonizador, fronteiras que vão se diluindo à medida que um se confunde com o outro. Os lugares vão sendo vividos existencialmente além dos papeis. Em Clarice, esse desejo de ser com o outro, torna-se desejo de ser o outro. E assim, o contorno das coisas vai se perdendo em sua obra, o existir tornar-se líquido e oblíquo. O que deveria permanecer oculto, aquela mulher pequena, disforme, o estranho indesejável e incômodo de todos nós, irrompe e expõe o coração selvagem da vida.

Mineirinho – morto com treze tiros quando um só bastava

Yudith: Mineirinho realmente é uma peça fundamental para a obra de Clarice. A crônica fala sobre a violência e carrega uma forte violência. Ao falar sobre o assassinato pela polícia de um dos maiores bandidos cariocas, podemos dizer que Clarice empreende nesse texto o desafio de se aproximar de forma literária da coisa social, e ela o faz de modo surpreendente, mesmo diante da angústia vivida por ela ao ver que a escrita não tinha o poder de mudar a realidade social.

Clarice: esse eu que é um outro

Esse texto tem uma dupla face, psicológica/metafísica e social/política; e a resposta para a pergunta principal do texto é que permite entender uma das chaves do pensamento clariciano. O texto basicamente indaga: por que treze tiros se apenas um bastava? E a resposta esboçada por Clarice, de forma dura e quase sufocante, ao longo de todo texto, que se estrutura como treze tiros para o leitor é: o resto. Um desejo de destruição que é da ordem do gozo, um resto compartilhado pela própria Clarice e por todos nós que cometemos, assim como os policiais que atiraram em Mineirinho, cada um o seu crime particular. Na crônica, Clarice retira do crime e da ideia de justiça toda moral que possa revesti-los. O crime é um impulso, é o resto, é a sobra de cada um de nós que não faz de ninguém melhor ou pior do que o bandido morto estendido no chão.

As fronteiras novamente são esfumaçadas, os personagens, as ideias, os valores morais se liquefazem, o culpado se confunde com a vítima. Mas, o mais impressionante nesse texto, é o final em que Clarice expõe que o que ela quer não é o ideal, o sonho, a justiça perfeita, o que ela quer é mais difícil, é o humano, o terreno, a justiça humana que enxerga o homem antes do crime e é exatamente essa a incessante busca de toda literatura clariciana: o real.

De Clarice a Guimarães…

Yudith: Guimarães é um universo à parte. A mediação rosiana é bastante diferente da mediação clariciana, embora os dois conversem muito bem em diversos aspectos. Enquanto Clarice pergunta o tempo todo e está atrás dessa coisa anterior à existência, desse selvagem coração da vida, Guimarães não quer revelar o mistério da existência, ele faz desse mistério a sua matéria prima, ele constrói personagens e histórias que ilustram esse mistério, sem revelá-lo. A mediação em Guimarães é a da religiosidade popular, conforme mostrou Alfredo Bosi no texto “Céu, inferno”. É no povo que ele busca suas histórias.

Guimarães: O vento aeiouava

Guimarães celebra o homem, reveste a existência de tons encantados. Já Clarice desintegra o homem até a sua última possibilidade, até sobrar apenas aquele existir informe, aquela “massa branca” da barata que ela tanto busca. Mas ambos escolhem sujeitos descentrados, loucos, deslocados, seres aparentemente fora do lugar. Ambos trabalham de um modo particular a linguagem, embora em Guimarães a interferência seja diretamente na camada significante da palavra e, em Clarice, nas subversões do significado. Guimarães queria que as línguas se “corrompessem” umas às outras de forma quase pervertida, de modo que o alcance da significação fosse dotado de maior potencialidade. Seria como voltar às origens das palavras, escrever como se elas tivessem acabado de nascer explorando as virtualidades da língua. Para Guimarães, a palavra é a coisa, o verbo se faz ser, por isso ele esboça descrições como “Ela é o é”, “Enxadachim”, “O vento aeiouava”.

De todo modo, se o movimento de leitura da obra clariciana é muitas vezes penoso, angustiante e até desesperador, em Guimarães, nós somos de certa forma consolados. Somos transformados e organizados por todo aquele universo à parte e, ao mesmo tempo, comum, criado por ele, em que o moderno coexiste com o mundo arcaico e tradicional. Se Riobaldo, protagonista do romance Grande Sertão: Veredas, se organiza ao relatar a sua história, ao convertê-la em palavras, nós também organizamos a nossa experiência diante das letras inusitadas de Guimarães.

O encantamento rosiano guarda sempre uma esperança, um canto final de comunhão, um suspiro último da loucura, uma voz dionisíaca, algo que não pode ser aprisionado racionalmente, pois se encontra na terceira margem do rio. Em Guimarães, a crença no homem nos coloca diante de uma das mais belas funções da literatura, a de dar sentido à experiência humana a partir daquilo que ela tem de mais sutil, proporcionando belos momentos de felicidade, afinal, para Guimarães, infelicidade é apenas questão de prefixo.

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